Tento ver com clareza o que há por trás de seus olhos, tão amargamente direcionados aos meus. Tento encontrar, neles, alguma resposta, ou até mesmo alguma pergunta. Qualquer nada vale mais que a imensidão de dúvidas pela qual estou mergulhada, tão profundamente.
Olho, retorno a olhar, mas nada. Não consigo extrair resposta alguma de seus olhares frios e sem vida. Talvez não haja nada. Talvez seja, mais uma vez, coisas da minha cabeça. Mas ainda insisto em procurar o que não existe. Insisto em achar que há algo, por mais que eu olhe e não encontre.
Já não sei mais quanto tempo irei perder para poder entender que dentro de seus olhos só há uma escuridão sem fim. Não sei em quanto tempo vou encontrar a saída do labirinto pelo qual me perdi, dentro de tais olhos. Talvez, a saída seja seu coração. Mas é uma tarefa um tanto quanto árdua conseguir encontrá-lo. Sempre acreditei que você não o tinha, confesso. Mas terei de encontrar, para quem sabe junto a ele encontrar paz, felicidade.
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