Parados, cabisbaixos. Esperando uma palavra, um gesto, um aceno de adeus, que seja. As lágrimas escorriam em ambos os rostos. Eu tremia. Não queria que fosse dessa forma, mas teria que ser. Sabíamos que era o certo. Mas doía, como doía. Terminar, assim, depois de tanto tempo. Tornávamos tudo tão complicado. Presos ao passado, afogados em meio a um mar de memórias que haviam nos dilacerado até o último segundo. Resistimos muito tempo, uma hora teríamos que desabar.
Desabamos.
Segurei sua mão e disse que te amava.
O último beijo.
A última troca de olhar.
Tão frio, tão vazio.
Desabamos.
Segurei sua mão e disse que te amava.
O último beijo.
A última troca de olhar.
Tão frio, tão vazio.
Acabou.
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